Um dente humano tem camadas bem distintas: o esmalte, a dentina e a polpa. São estruturas diferentes, porém se interligam por pequenos caminhos existentes nessas camadas. Assim, o que atinge o esmalte, mais cedo ou mais tarde, poderá atingir a polpa também.
A cárie, na realidade, é o resultado da ação de ácidos liberados pelas bactérias já existentes na boca. Não existe um ” bichinho” que come o dente, como é contado para as crianças. O esmalte enfraquecido quebra e forma a cavidade. Esses ácidos se infiltram pelos caminhos que existem nessas camadas dos dentes e não tem como limitar seu alcance. Por isso, tem casos em que a cárie é pequena, mas o estrago já é gigante, levando ao tratamento do canal. E, muitas vezes, esse processo é indolor para o paciente. Os ácidos bacterianos desencadeiam um processo de necrose da polpa de forma lenta. Esse processo, uma vez iniciado, não tem como ser interrompido.
Nós, dentistas, temos como avaliar um dente cariado por exame clínico, radiográfico, sintomas relatados pelo paciente e testes de sensibilidade. Nem todo dente cariado deverá tratar o canal, mas muitos dentes com canal tratado começaram sua história com uma cárie. Sendo assim, as visitas regulares ao dentista são de extrema importância. Lembrem que a prevenção continua sendo a melhor opção!
Dra. Melissa Lucena – Cirurgiã-Dentista (CRO/RJ 28613)
Especialista em Dentística, Odontologia do Trabalho e Endodontia

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